Não. Recuso-me a sequer tentar conceber, a idéia de um Deus a gratificar e a castigar, o objeto criado por Ele.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
terça-feira, 20 de julho de 2010
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Coisa de Gente
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Gente. Assim, pois, eu.
Gente. Gente. Gente. Gente. Gente. Gente. Gente. Gente. Gente. Gente.
Quanto mais repito, o sentido se apaga, até onde ainda não alcanço.
Gente. Gentes. Gente? Gente! Gentes? Gentes!
Tento, com esforço, reconstituir o significado da palavra. Mas, as letras g-e-n-t-e, se tornam gente, e, grandes demais. Mal posso mensurar.
As letras não-letras, que agora gentes são, por algum motivo, necessitam se isolar do dicionário para que possam refletir, pensar e até sentir.
Coisa de gente.
Então, “gente” por um instante de isolamento, deixa de existir como “gente” e só assim noto a existência de “gente”. Da mesma forma que só se notam algumas coisas, na ausência destas.
Coisa de gente.
E findo o raciocínio, como se nada fizesse sentido, assim como “gente”. Muito confuso. Mas, a essa altura já me habituei.
Gente que sou.
domingo, 18 de julho de 2010
Dúvida Fatal e Final
domingo, 18 de julho de 2010
Como será que irei morrer? De tiro? De doença? De velhice?
Ai que mistério. Será que vou ter fim trágico? O que me espera?
Até posso escutar uma música de suspense a embalar estes questionamentos.
Quanto mais eu vivo, mais perto da morte vou ficando...
E agora?
O que eu faço com o tempo que me resta?
Será que antes de morrer a gente se oferece a alguém?
A quem dedicarei meus instantes finais?
A quem entregarei meu passo no escuro?
Já vou pensar no assunto, acho um saco testes e provas surpresas...
Ai que mistério. Será que vou ter fim trágico? O que me espera?
Até posso escutar uma música de suspense a embalar estes questionamentos.
Quanto mais eu vivo, mais perto da morte vou ficando...
E agora?
O que eu faço com o tempo que me resta?
Será que antes de morrer a gente se oferece a alguém?
A quem dedicarei meus instantes finais?
A quem entregarei meu passo no escuro?
Já vou pensar no assunto, acho um saco testes e provas surpresas...
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Seus Olhos
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Seus olhos passeiam por entre olhos
Olhos distintos
Olhos desconhecidos
Olhos vazios
Olhos berrantes, gritantes, estonteantes.
Seus olhos procuram o que não sei.
Encaram incertezas,
Bailam com pessoas.
Pudera seus olhos, olhares meus olhos,
Exclusivamente desvendar meus olhos
Beijar apenas meus olhos.
Meus olhos seguem teus olhos
Meu olhar enamorou-se pelos teus.
Ai quem me dera ter olhos de holofote,
Ou pedaço de céu nos olhos,
Para que teus olhos,
Percebam os meus.
Olhos distintos
Olhos desconhecidos
Olhos vazios
Olhos berrantes, gritantes, estonteantes.
Seus olhos procuram o que não sei.
Encaram incertezas,
Bailam com pessoas.
Pudera seus olhos, olhares meus olhos,
Exclusivamente desvendar meus olhos
Beijar apenas meus olhos.
Meus olhos seguem teus olhos
Meu olhar enamorou-se pelos teus.
Ai quem me dera ter olhos de holofote,
Ou pedaço de céu nos olhos,
Para que teus olhos,
Percebam os meus.
(Esta poesia virou um Blues tocado e cantado por um negão de tirar o chapéu...hihi)
sexta-feira, 9 de julho de 2010
A Prisão Livre
sexta-feira, 9 de julho de 2010
E de repente a corda que me prendia foi cortada, como se estivessem me obrigando a ser livre. Até que ponto a liberdade pode ser imposta?
Senti-me como um pássaro, domesticado e acostumado a viver engaiolado, que de repente percebe que a gaiola está com a porta aberta, mas nem por isso, sai voando. E por que voaria? Talvez voasse por impulso de conhecer a prisão existente lá fora da gaiola. Sim! Prisão disfarçada de liberdade... Mas pra quê?
Alguém por acaso me perguntou se eu desejava que cortassem a corda? Não me questionaram se eu queria ser livre... E, quer saber?! Não quero.
Eu agüento muita coisa só para não ser livre.
Liberdade me dá sensação de um grande nada em potencia de ser um tudo. Mas, é um nada.
Ah! Eu não sou tão desapegada a ponto de ser livre...
Cortaram a Corda. E daí?! “Daqui eu não saio e daqui ninguém me tira”.
Talvez se eu não me mover, talvez se eu ficar bem quietinha, nem dê pra notar que a corda está cortada...
Filme: Ensaio Sobre a Cegueira
[Dica de filme para quem está de férias...]
[Resuminho básico]
O filme, baseado no livro do eterno Saramago, narra a história de uma inédita e inexplicável epidemia de cegueira que atinge inesperadamente uma localidade. Nomeada de “cegueira branca”, com se as pessoas atingidas vissem, em tempo integral, apenas uma imagem branca.
A doença surge em um homem, e aos poucos, se espalha por todo o território.
À medida que os afetados são colocados em quarentena e os serviços oferecidos pelo Estado começam a falhar, as pessoas cegas passam a lutar por suas necessidades básicas, submetendo-se ao seu estado selvagem, dominadas por seus instintos primários.
Nesta situação, a única pessoa que ainda consegue enxergar é a mulher de um médico, que com um grupo de internos, almeja encontrar a humanidade perdida.
Após assistir ao filme, milhões de indagações me vieram à tona. É aquele tipo de filme que você se envolve, e automaticamente lhe surgem um turbilhão de pensamentos, acerca do que foi apresentado.
Cada dia mais o nosso sistema socioeconômico têm gerado uma sociedade escravizada pelos olhos. É senso comum que a visão tornou-se a senhora dos outros sentidos.
Em um cenário econômico, é fácil perceber como os olhos alicerçam, por exemplo, algumas das maiores indústrias da atualidade: o que seria do marketing atual, se de repente todos não pudessem mais ver? E da indústria cinematográfica? Onde se encaixaria a indústria da Moda?
Em linhas grossas, se nos fosse retirado apenas um dos nossos sentidos sensoriais, provavelmente o Sistema vigente sofreria um colapso, e precisaria ser rapidamente reestruturado, pois se não, estaria fadado a extirpar-se.
No entanto, a economia é apenas um reflexo de como o posicionamento humano é frágil. Diante da Cegueira comum o estado caótico é instaurado. O filme consegue ilustrar perfeitamente como o homem, ser racional, se entrega rapidamente ao desespero, e regride ao estado selvagem de outrora, quando lhe é retirado apenas um dos seus sentidos sensoriais.
Assistir ao filme despertou em mim a reflexão de que, se um mero pilar da estrutura que move a organização humana cair, conseqüentemente todo o edifício pomposo atual, vai também ao chão. Assim, no mínimo estamos nos debruçando em um pilar equivocado.
Então percebo que, a fragilidade humana não se encontra em um sentido sensorial esgotado como mostrado no filme, mas, sim em pessoas esgotadas diante do nosso Sistema.
Torna-se necessário uma inversão dos valores ditados, em prol da busca pelo eterno: uma vez que o individuo está fadado a morte, junto com seus sentidos, mas a humanidade, o coletivo, não.
Torna-se urgente a captação da essência e não apenas do que é palpável e sensorial.
Faço minhas as palavras de Antoine de Saint-Exupéry em O Pequeno Príncipe :
“O essencial é invisível aos olhos”.
[Trailer abaixo]
[Faça uma pipoquinha e Bom filme]
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