quinta-feira, 28 de outubro de 2010

O elo invisível

quinta-feira, 28 de outubro de 2010
E, quando menos esperava, o reflexo do espelho demonstrava o meu tarô. Ali, meio deixado de lado, coberto por um lenço de seda.
As cartas refletidas me indagavam mais do que qualquer pergunta que eu as pudesse fazer. Finalmente nosso elo tomava cor.
Acontece que a ultima vez que ousei tocar e ler estas cartas, a morte foi revelada ao consulente. E este, de fato, em seguida, faleceu. Depois disto, um silêncio entre eu e o tarô, foi-nos outorgado...
Até que hoje, o espelho nos serviu de ponte. Mal me movi, com receio de espantar este momento. Presa pelo fascínio e pelo medo. Fixando aquelas cartas mais antigas do que eu. Aquele baralho secular, vazio de sentidos, e ao mesmo tempo transbordante de significados. Sim. Mais uma vez, o tarô me convidou a desvendá-lo, e, eu aceitei.


sábado, 13 de março de 2010

Tarô

sábado, 13 de março de 2010

O Tarô surgiu em minha vida de forma sutil, encantadora e doce. Ele olhou pra mim e tentou me decifrar, eu retribui o seu olhar, e ousei decifrá-lo. Nunca consegui. Mesmo dedicando horas, com o olhar compenetrado em cada arcano, o tarô ora se mostrava a mim e ora se escondia, como se ele se transformasse em mero baralho.

O Tarô, carrega em si um mistério, fascinante, como um portal que pode ou não estar acessivel. É como o "desejo". É o elo que liga o existente do não-existente. É pessoal. É intimo. É fiel. É sincero. É você. Sou eu.
Pode ser como um livro, como um jogo, pode ser fonte de dinheiro e mazelas, pode ser um amuleto ou mesmo uma muleta, pode ser artigo de crença ou mesmo de repreensão...
O Tarô é um universo de Arcanos Maiores e menores, de plenitude e vazio, de espiritualidade e materialidade, de clareza e mistério...
(continuarei)
 
Totalmente Comum © 2008. Design by Pocket