segunda-feira, 7 de junho de 2010

Na distração virei música....

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Eu escutava distraidamente aquela música, via os dedos dançando, pulando por cima das cordas e nas cordas, e o som era alto, e baixo, suave e forte. Eu não pensava em nada.  Foi aí que percebi que não me encontrava distraída, estava era livremente atenta. Ouvia aquelas melodias, atentamente, sem esforço. Livre. Ouvia tudo, e sem expectativas. Fui notando que estava sentindo a música. A música não era minha, nem para mim, nem sequer eu a queria. Mas, sentia-me completamente satisfeita com o que ouvia. Então, por pura admiração, me sentia a música. Que era o som, as notas e as vibrações invisíveis. Por muito sentir, sem alguma prepotência ou vaidade, eu era a música daquele violão, e seu alcance até as estrelas...

Abelha

Diante do aperto no peito e da irrespirável ventania do que sinto, não só hoje, e não é TPM, não lhe posso provar nada.
O que chamei de pavor, não mais o será se eu resolver de flor, tornar-me abelha, e experimentar.
Nada te posso assegurar.
Eu sou a única garantia de mim.

domingo, 6 de junho de 2010

Tudo colorido

domingo, 6 de junho de 2010
Eu não sou em preto e branco, mas gosto de me fotografar assim. Para imaginar como alguns animais me vêem... (Será que a visão deles é mesmo assim?).
Sei lá.
Sei que sou colorida, com bolinhas vermelhas e pretas. E, me sinto bem assim.
Pra falar a verdade, nunca estive tão bem comigo. Vai perguntar por quê? Não!?
Você não vai querer saber o porquê.
Perguntamos como o outro está por mera educação?!
Ora, estou me colocando no meu lugar. Sim. Sei qual é o meu espaço.
Isso aí até me dá o direito de repetir, pra ficar mais colorido e melhor: Eu sentada no chão do ateliê, rodeada por tintas, de todas as cores, pintando, assim, cheia de gosto pela vida. Colorida. Contente.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Espelhos

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Foi aí que a leveza de outrora passou a se transformar nas constantes dores de tensão. O que era um fácil “sim” se transformou em “não”, quando se tornaram espelhos, e não mais viam um ao outro, apenas se viam. Cada um a si mesmo.

Ela procurava e não enxergava. Ele não percebia que ela não tinha visto. Ela procurando ele, ele pensando ser desvalorizado por ela. Mas ele estava ali e ela também.

E os “sims” se tornaram escassos. Sem contar que havia o frio que pede aconchego. E quanto mais “nãos” ressoavam mais ríspidos se desejavam, com poucos sorrisos.

Tudo isso porque se tornaram espelhos e só queriam se ver refletidos. Só porque críticos e rígidos desejaram ter o que já eram.

Foi aí que perceberam que ninguém telefona para si mesmo, nem tão pouco envia flores para o espelho.

Era preciso parar de ver o reflexo, para conseguir enxergar.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Um grito.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Começo a escrever para tentar aliviar o grito aprisionado em meu peito. Um grito que me inspira. Um grito que eu preferia que não existisse. Um grito avassalador que abafa qualquer outra fonte de vida que possa existir em mim. Um grito que me espreme, me sufoca, me desespera. Um grito confuso, que não tem consciência de si. Um grito que me amarra, me prende. Um grito que não ousa existir por si só.
Um grito.

Intervalo



Entre o que se viveu e o que se viverá, em meio as névoas do passado e as do por vir, habita a imensidão do potencial intervalo.
Intocado. Virgem. Misterioso.
Com a mesma essência do silêncio.
A espera de um fim, a expectativa de um recomeço, ou a esperança da transformação.
Tudo isso entre o que foi e a aproximação do que será.
E, na vaguidão potente e limpa do intervalo, nada a se prender, nem mesmo ao temor.
Desvincular-se do já vivido, das coisas velhas e falecidas.
Porque ainda se respira, resolver seguir.
Sair da pausa entre momentos e presenciar a madrugada crescendo.
Não poderia voltar e não queria mais parar, o jeito era seguir.
E foi.
(sem chão.sem teto. sem palavras. com lágrimas)(muitas)
 
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