domingo, 15 de agosto de 2010

Palavras

domingo, 15 de agosto de 2010
Às vezes acho um saco escrever, porque se eu toco desprevenidamente em certas palavras, automaticamente se desencadeiam milhares de outras, que tenho aversão.


Letra puxa letra, que se transforma em palavra, que puxa palavra.
E, palavra puxa sentimento que puxa sentimento. Ai meu Deus... Nisso eu não quero pensar.
É que dói. Dói muito.


sábado, 14 de agosto de 2010

Crer

sábado, 14 de agosto de 2010
E a senha secreta é: CRER






Eu creio logo existo
e também desisto.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Sorrir?!

quinta-feira, 12 de agosto de 2010
[Encontrei esta imagem por aí... Foi paixão à primeira, à segunda, à terceira e à enésima vista. Minha cachola instantaneamente foi devorada, ou devoradora, de numerosas reflexões. Reflexões estas, que englobam as várias áreas, do que nós chamamos de, ser humano. ]


[Acho que hoje eu não comprei o meu suporte de sorrisos. Não sei se estão creditando ocultamente da minha conta bancária, mas, o caso é que ando com um sorriso frouxo, prestes a explodir em crise... Explosão hilária. Motivos? Talvez a falta destes...]

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Inconstância

segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Eu não gosto dessa minha inconstância pendular. Dessas oscilações efêmeras. Fico perdida. Acho que é por isso que minhas mãos estão sempre trêmulas, apesar de eu conseguir alcançar detalhes precisos com o pincel. Sou um desequilíbrio. Presencio topos e abismos em segundos. Uma dilacerante dualidade. Eu não gosto.


quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Papai Noel existe

quinta-feira, 5 de agosto de 2010












O passado antes de nascer era agora.
O agora é, portanto, uma máquina de criar passado. Mas, quem cria o agora? 
Este "quem" será que existe?
Hum... Já sei!
Agora é presente. Quem cria presente é ajudante de Papai Noel. 
Que ninguém se engane, Papai Noel existe. Nunca o vi, mas, ele existe. Sei de muita coisa sem ter visto. 

terça-feira, 3 de agosto de 2010

O Choro do Palhaço

terça-feira, 3 de agosto de 2010

O que um dia foram meras gotas na janela, transformaram-se em dilúvio...
Era ele pela rua, adentrando à noite escura. O pior era o temor de ver seu reflexo em uma poça formada na avenida. Ali sem abrigo. O Universo o expelia, o Universo o expeliu para o seu universo particular...
Mas, ele não cabe no formato universal.
Era extenso demais.
Sua roupa colorida, com listras descombinantes, cheia de babados assimétricos está ensopada. A peruca cacheada, que já estava desgastada, agora se encontrava com cabelos escorridos e certamente mofarão com essa excessiva umidade.
Na rua alagada ele só vê pés, não ousaria levantar a cabeça e deixar que vissem que sua maquiagem se borrou. A boca perfeitamente desenhada de outrora era agora um borrão branco sujo. Precisou tirar o nariz de plástico vermelho, porque com tanta água no seu rosto não podia respirar só pela boca.
Pelas esquinas ele se impunha, torcendo ser hoje o dia que um carro não paralisasse seu motor e o acertasse. Mas, não havia carro que não o notasse.
Era grande demais.
Então ele só queria sua casa, as roupas chamativas e empapadas o incomodavam.
Era ele a alegria feroz de varias pessoas. A felicidade demoníaca daqueles que cabem perfeitamente no formato Universal, era ele.
O Palhaço Triste só queria a sua casa.
Andava sem rumo, ruas e ruas, cruzamentos e cruzamentos, mais se arrastava do que andava. Parar que era perigoso. Se parasse, poderiam notar que seu sapato engraxado e lustrado, não mais tinha solado, e seus pés estavam gastos.
Da sua desmedida desolação ele só queria que fosse disfarçado.
Alguém, na calmaria quente e seca de uma marquise, disse em meio a risadas explosivas: Que coragem, hein, palhaço! Mas, não era coragem, era o temor. O escuro. A chuva. O medo. Ele não se encaixava no universal.
Era vasto demais.
A verdade, sem pudor, é que o gerador de risadas, tinha chorado. Constantemente, chorado.





domingo, 1 de agosto de 2010

Deixar ir

domingo, 1 de agosto de 2010
Do que eu preciso me libertar?



 
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