E o que há entre eu e você?
Uma idéia.
Dou-lhe um pensamento, e, de alguma forma se estabelece um relacionamento. Impressionante. Basta uma idéia para nos unir e nos causar necessidade. Se digo: estou morrendo, é imediato! Ou, se digo: escovo meus dentes várias vezes, já basta! Provoquei a vida entre nós. Não há mais jeito. Já nos relacionamos.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Entre
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Entre o disparo e o acertar do tiro. Entre o ir para cama e o acordar. Entre o cortar das unhas. Entre o brotar da semente. Entre o cozimento do arroz. Entre as questões da prova. Entre o que fui e o que vou ser. Entre. Enquanto há tempo. Entre. Enquanto cabe. Entre. Não peça licença. Apenas Entre. Meramente Entre. Entre. Entre a entrada e a saída. Entre.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
O caso do Chiclete
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
É claro que minhas lembranças de infância são coloridas e enfeitadas com meu tom de voz atual. Mesmo assim eu vou contar.
Eu devia ter em torno de cinco anos, e minha irmã sete. Talvez, por medo de eu me engasgar, minha mãe só me comprava balas enormes e macias, mas o que eu queria mesmo era um chiclete.
A bala era boa. Até hoje eu a contemplo. Mas, é efêmera por demais. Ainda mais para mim que vou logo mastigando freneticamente. Já a goma de mascar, era uma espécie de bala eterna, como se fosse exatamente o meu contraponto. Tão fugaz que sou.
E aí, certo dia, minha irmã ganhou um chiclete, e o guardou em sua gaveta.
“A oportunidade faz o ladrão”.
Não. Eu não roubei. Eu juro que a minha idéia era mascá-lo, um pouco, e, logo devolvê-lo. Ela nem perceberia. E assim eu fiz.
Mas, não sei como (Risos) ela percebeu.
Até hoje o caso é narrado por aqui.
Eu devia ter em torno de cinco anos, e minha irmã sete. Talvez, por medo de eu me engasgar, minha mãe só me comprava balas enormes e macias, mas o que eu queria mesmo era um chiclete.
A bala era boa. Até hoje eu a contemplo. Mas, é efêmera por demais. Ainda mais para mim que vou logo mastigando freneticamente. Já a goma de mascar, era uma espécie de bala eterna, como se fosse exatamente o meu contraponto. Tão fugaz que sou.
E aí, certo dia, minha irmã ganhou um chiclete, e o guardou em sua gaveta.
“A oportunidade faz o ladrão”.
Não. Eu não roubei. Eu juro que a minha idéia era mascá-lo, um pouco, e, logo devolvê-lo. Ela nem perceberia. E assim eu fiz.
Mas, não sei como (Risos) ela percebeu.
Até hoje o caso é narrado por aqui.
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Elas são todas iguais...
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Lá está ela, um ponto no Universo.
Ela, ajeitando-se como se fosse sair e se olhando no espelho.
Lá estão cinqüenta mil destas meninas, olhando-se, como se fossem únicas e percebendo seus detalhes.
Lá está ela, agora sentada, iniciando um texto, começando de novo, rabiscando, procurando palavras.
Lá estão cinqüenta mil delas, ansiosas por escrever, para desabafarem o aperto do amor.
Do outro lado da linha, a amiga se certifica: você está quietinha aí? Chamada ela se levanta com dificuldade, perdida entre sonhos.
E então, cinqüenta mil meninas se ligam, e no mesmo instante vão se erguendo, chorosas em meio a devaneios...
(Uma não vê a outra, que não vê a outra, e assim ciclicamente...)
Até que ela, após suspirar afirma: Pensei que ele era diferente, mas eles são todos iguais.
E, como em um coral ensaiado, o Universo escuta uma só voz, de cinqüenta mil meninas juntas choramingando: Eles são todos iguais.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Muito e Pouco. Máximo e Mínimo.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Confesso que quando ele se foi, qualquer piscar de olhos dele em minha direção, já era o bastante. Era precioso. Muito.
É que até o mínimo é máximo para alguém que, repentinamente, se viu prestes a falecer. Frente a frente com o não-amor.
Naquele instante, embora almejasse pelo muito, só suportava o menos (e aos poucos)...
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
A menina que roubava Flores
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Por Deus, como adoro flores.
Que me condenem. Que me obriguem a escutar horas de sermão ecológico, mas eu não sei apreciar somente com os olhos. Preciso sentir. Encostar com a ponta dos dedos, tocar com a alma.
Sim. Peço licença, mas, arranco. Isso mesmo.
Confesso. Não resisto, eu roubo flores.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Alucinação?
terça-feira, 17 de agosto de 2010
E sabe aquela sensação de chegar perto, aproximar-se?
Quase tocar. Mas, sentir um vulto ligeiro a passar atrás de si e roubar-te o que nunca foi seu... Aí, restam-lhe apenas a intocável memória, e, saudade, do que não aconteceu.
Alucinação?
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