quarta-feira, 5 de maio de 2010

Palhaço Triste- 2

quarta-feira, 5 de maio de 2010
É uma coisa. Não, não. É um rapaz. Quieto. Se bem que de vez em quando ele fala. É! Acho que fala sim. É! Isso! Ele fala sozinho. Até isso é engraçado. Ele senta por ali ó. Encurralado naquele canto. Sem mais nem menos. É muito engraçado. Qualquer coisa que ele faça é engraçado.
Ele já deve tá chegando, acho que todo dia ele vem. É! Não me lembro dele faltar alguma aula. O quê??? Você tá brincando? Ele suicidou? Já fazem três dias?
 Que engraçado...

terça-feira, 4 de maio de 2010

terça-feira, 4 de maio de 2010

sábado, 1 de maio de 2010

Pensar X Sentir

sábado, 1 de maio de 2010

Por vezes me perco em tanto sentimento. Aii vou me graduar em administração, e mal sei gerir o que se passa no meu pequeno universo particular. Pequeno? É! Não tem nada de pequeno, ao contrário, tenho a sensação que expando dia-a-dia. Mal caibo em tanto sentir. Daí, me pergunto, seria melhor se eu sentisse menos? Talvez eu seria triste em menor freqüência. O que não significa ser feliz em maior assiduidade. Sei lá. Hoje vi um besteirol americano, que valeu a pena apenas pela frase que escutei de um personagem, enquanto este folheava um álbum de fotografias. Ele disse algo parecido com: os momentos de tristeza não são registrados em fotos, mas são eles que tornam reais as fotos felizes. Então, me peguei em reflexão: Será que a nossa felicidade está fundamentada na tristeza? Será a tristeza o motor gerador da felicidade? Já dizia Vinicius de Moraes: "Tristeza não tem fim. Felicidade sim". Não sei. Mas, algo em mim, me obriga a gritar que tal afirmação é apenas fruto de mais um momento triste vivido pelo poeta, ou por mim, ou por você e não se trata portanto de uma verdade absoluta. Eu realmente não sei. O que acho saber é o que sinto, mas, até isso pode estar contaminado pelos meus hormônios, pelos astros, pelo contexto... Talvez, por isso eu tenha ficado um certo tempo sem me permitir escrever. Porque escrever, pra mim, é mergulhar, é praticamente me entregar ao pensar e ao sentir. Ambos juntos, como se pudessem ser amantes. Sendo que mal podem conviver amigavelmente. Essa guerra de pensar e sentir é totalmente comum?

terça-feira, 13 de abril de 2010

Eternidade...

terça-feira, 13 de abril de 2010
Para mim, ser feliz é quase um sinônimo de se sentir pleno, completo, o que, a meu ver, anda de mãos dadas com a eternidade. Essa historia de "ser eterno enquanto dure" é um realismo petrificado demais.
Até mesmo o pensamento é dotado de uma qualidade de eternidade. O pensar é maleável, sem propriamente um formato ou conteúdo, sem medidas ou dimensionamento.
Eternidade não é meramente o tempo, é algo semelhante à convicção que se fixa profundamente, e que não se encontra no corpo, por este estar fadado à morte.
A própria incapacidade de exceder o limite da eternidade é a eternidade.
Sobretudo, um sentir eterno é pureza, é o abismo escuro, quase abstrato.
No entanto, definir a eternidade é quase como premeditar o seu fim. É a divagação que a torna inexistente. A qualidade da eternidade é justamente não ter quantidade, não ser passível de mensuração ou divisão. Afinal, tudo o que se configura, mede ou divide, há principio e fim.
Eterno não é uma quantidade incalculavelmente grande que se consome. Eternidade é a sucessão, o por vir.
E, é aí, na sucessão que a meu ver, mora o belo. O puro. O sentimento máximo.
É no por vir, na sucessão, no movimento que se sente o eterno. Assim, é o movimento o agente capaz de explicar a forma. E, o tempo que explica o espaço. E, em meio a palavras confusas, levo-me a crer que tudo é um. Tudo é sucessão. Tudo é movimento. E... dessa forma, prendo o meu corpo a tudo o que não é mais meu (ou nunca foi). Imensurável. Impalpável. Intangível. Imponderável. Constante. Eterno.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Material Poroso

segunda-feira, 12 de abril de 2010
O meu grito interno está tão habituado a se externalizar, em escritos tão explícitos, que ando recolhendo-me, por pudor de estar vos invadindo com tanto “eu”. Grito interno externalizado e explicitado, sim, no entanto embriagado de mistérios. Mistérios que se tornam aberturas a possíveis ou prováveis devaneios vossos, que até podem ser insalubres, maldosos e sem piedade. É! Ao tornar em palavras o “Grito” torna-se material poroso. E vai se dissipando, até o que era um grito meu, se transformar em algo seu. Sim! Meu suspiro particular e interno, agora é material seu. Mesmo assim não me invadirei ao ponto de lhe invadir e recolher o que foi meu. Ao contrário, meu mistério transcende as letras agrupadas, e possui um sentido secreto. Secreto, incompleto, nu e mudo. É um silêncio. Uma indagação.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Assassinato dos Contos de Fadas?

sexta-feira, 9 de abril de 2010
Eu ainda me espanto com o assassinato dos contos de fadas. Passa-se uma vida inteira na elaboração de cada detalhe mágico, ai vem uma senhorinha de muito mau humor, que se apelida de “realidade”, e se sente no direito de matar a sangue frio a inspiração pura, e o brilho dos meus olhos. Ela tenta não deixar rastros, sai tampando qualquer prova que esteve por ali. Desmorona castelos. Transforma risos em rugas. Varinha de Condão em armas pesadas e más. Ela encharca minha noite de chuvas que só correm no meu rosto, e aperta meu peito até quase sufocar. Faz abismos nos meus olhos e seqüestra a esperança...
No entanto, de repente, eis que brota uma semente, que há muito engoli sem imaginar o que viria...
Nasce um pé de calmaria, salpicado de fadinhas, que me sopram aos ouvidos...
Seja você e você mesma, e não se assuste ao perceber que o encanto renasceu...

Falta de Ar...

Um aperto no peito seguido de falta de ar. Ofegante. A maioria das vezes que me lembro que respiro, é quando me falta ar. Acostumamos-nos tanto com determinadas simplicidades, que nos são totalmente comuns, que somente na ausência destas, é que percebemos a luz do seu valor. Inspiro. Respiro. Um turbilhão de pensamentos desaparecem, para dar lugar a inspiração, seguida de respiração. Retomo o fôlego quando meu pulmão é massageado. Graciosamente massageado. Os sentidos voltam. E novamente nem mais me lembro que respiro, até que me falta ar outra vez. 
 
Totalmente Comum © 2008. Design by Pocket