sábado, 12 de junho de 2010

Em homenagem ao 12 de Junho...

sábado, 12 de junho de 2010
...E após muito sofrer por amor, uma coisa aprendi:
Estou disposta a sofrer mais!

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Eu também vou reclamar

sexta-feira, 11 de junho de 2010
Sei que já escrevi aqui um post na tentativa de expressar  o grito que me tira o ar. Mas, se eu ainda possuo direito, sim, eu vou gritar! 
Argh! Estou farta!
Acho que caí nesse planeta por engano ou por “pegadinha do malandro”.
O mundo apodreceu para mim e eu para ele.
Estou farta dos olhos maliciosos dos homens e dos “toque toque” que fazem os saltos escandalosos  das mulheres que caminham na biblioteca.
Quero mesmo é continuar com meu moletom surrado, meu blusão de lã, cheio de bolinhas de algodão que surgem do além e que não saem nem por decreto.

O que vou fazer da vida? Reclamar.
Que me perdoe Alberto Caieiro, mas, este mundo não foi feito para ser sentido, contemplado ou para estarmos de acordo. Este mundo foi criado para ser RECLAMADO!

Recursos em excesso.

No fundo eu sou até legal. Se eu chateio alguns, nunca foi proposital. É que sou perfeitamente imperfeita. Sou ansiosa, insegura, inconstante, inquieta, ciumenta, egoísta, orgulhosa, grossa, prepotente, dramática, inconformada e boa parte infeliz.
É difícil administrar isso tudo. 
A faculdade só me ensinou gerir recursos escassos.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Deus Existe?

quinta-feira, 10 de junho de 2010

...E se não existir?
Eu rezo a Deus incessantemente para que se Ele ainda não exista, que Ele trate logo de existir...

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Silêncio...

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Ontem no meio da madrugada, acordei só para ouvir o silêncio.
O silêncio é aquela melodia interna, doce, e por vezes forte, como uma orquestra de percursionistas.
Para mim o silêncio canta, se manifesta.
Assim mesmo, em silêncio...

O Coringa do Jogo de Pensar


E ontem fui induzida ao artifício de "Pensar" sem receio de maiores gravidades. O Jogo de Pensar é algo que ainda me assusta. É envolvente. É como uma "disputa" que não há perdedores...
No entanto, a de se estar preparado para, de repente, ver boa parte das suas crenças e preconceitos, se dissiparem feito vapor. Talvez isso seja sim, uma gravidade embutida na arte de Pensar... Repentinamente, seu chão pode desabar, e você se perceber totalmente fundamentado em equívocos.
Mas, aí eu tenho sempre um Coringa na manga, que se você prometer não espalhar, eu conto...
Oh, mas já vou avisando que este Coringa, não vai impedir que dentro de você haja um colapso, no qual você se vê obrigado a reformular suas teses internas. Esta carta da manga serve mais para os orgulhosos como eu, que ainda necessitam de garantirem uma saída triunfal, ou para os que gostam do clima gerado pelo rufar dos tambores. É como se fosse o tradicional pedido de “altas” no pique-pega ou aquele intervalo entre atos no teatro.
Então... É assim, quando não se sabe mais o que argumentar, e não cabe mais o silêncio, é a hora certa do Coringa:
Faça uma expressão de que foi iluminado pelo seu espírito einsteiniano... Esboce um pequeno sorriso (daqueles que só se mostram nos cantos dos lábios)... Pause seu olhar no nada, igual os cães estão habituados a fazerem (Isso é muitíssimo importante)... Respire fundo e finalmente diga (a voz pode estar um pouco trêmula, mas não se preocupe, porém, é essencial falar um pouco mais alto agora):

“_ A verdade é que isso é inexplicável! É questão de Sentir! É quesito de Crença! (Pode abusar de substantivos derivados de crer e sentir). Ou você sente ou não sente!”

Pronto! Sua saída triunfal está realizada. Eu te garanto que funciona. Mas, é uma técnica que é bem-sucedida apenas para o Jogo de Pensar. Nem queira bancar o espertinho e tentar aplicá-la em testes acadêmicos e escolares, que vai dar é merda...
Este Coringa só funciona em lugares, situações que exijam Pensar, exatamente o contraponto que as escolas atuais querem nos ensinar a fazer...

Eu contei, mas, vê se não espalha, ok?!

terça-feira, 8 de junho de 2010

Sobre as Lagartas e Eu: A Revanche de Deus.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Era cedo e eu caminhava achando beleza em tudo. O sol dourava as flores e a grama, tornando cada cena, como uma fotografia envelhecida. Então, fui tomada por um espasmo: Deus existe! Sem o menor senso de soberba ou superioridade, por mera contemplação, me sentia filha Dele...
E foi quando quaaaaase esmaguei uma lagarta gorda, verde e peluda. Em frações de segundo, encontrava-me arrepiada pelo pavor de estar viva. De repente, me tornei pânico e mesmo assim tentava inutilmente, reprimir o grito de terror entalado em minha garganta.
Comecei a correr, sem ver carros ou pessoas, até estar suficientemente longe, a ponto de evitar um contra-ataque da lagarta.
Tremia bastante, mas continuei a viver. Sem acreditar, voltei a caminhar, com minha boca de traço, voltada para baixo. Tentei extirpar o elo entre os dois ocorridos: o sentimento de Deus e a Lagarta. Não consegui. Havia uma conexão não lógica, oculta, entre os fatos.
Revoltava-me que uma lagarta pudesse ser o meu efeito oposto. Argh!!!
Puta que pariu! O que Deus queria me dizer?
“Olha sua tola, pare de amar assim distraidamente” ou “Pare de olhar aqui pra cima, a menos que seja para se prevenir que uma lagarta caia em você!”.
Eu calmamente caminhando, contemplando o mundo, sem me queixar e sem nada pedir, amando simples e puramente, quase levitando, e Deus a me jogar uma lagarta?
A indelicadeza de Deus me insultou. Ele era rude.
Continuei a caminhar, agora pesadamente. Preferia esquecer, mas era inútil. Só uma coisa na minha mente, precisava me vingar... Mas, Como? Ele é Deus! Humm, já sei!
Foi aí que sem o mínimo pudor resolvi publicar este texto. (Pode ser desprezível contar as particularidades alheias, mas Ele também jogou baixo comigo). Isso mesmo!
Resolvi espalhar o que me ocorreu, e sujar a fama de “Homem” bom que Ele possui... Por pura vingança!
Mas, ao escrever tudo isso fui obrigada a refletir (Agora era a revanche Dele comigo):
Vai ver que eu também sou lagarta, e achava que por existir Deus, já estava pronta para me encarar.
Pois é! Só porque contemplei o dia, achei que amar não era difícil. Não percebi que é justamente na entrega do que não se compreende que há a oferenda...

A verdade é que nas minhas profundezas, eu só desejo amar o que já amo, ou o que certamente amaria, e não como a coisa é. E a lagarta verde existe tanto quanto eu, e a velocidade x tempo nos iguala.
É Deus... Dessa vez você venceu... Mas, me aguarde! E, não se distraia... Sim! É uma ameça!

 
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