
Totalmente comum o anseio pela volta, talvez pelo simples fato de ser algo inalcançável. O que nos torna impotentes, e, portanto, com a sutil sensação de inércia. Como se não houvesse nada a ser feito, além de encostar a cabeça no travesseiro e dormir, e no outro dia, acordar, e cumprir o ciclo cotidiano. Nããããão! Há muito o que ser feito sim! Se pudéssemos simplesmente voltar, talvez não avançaríamos tanto...Por vezes, é justamente, a possibilidade da volta, que nos acomoda.
Daí, eu me lembro do clássico filme Efeito Borboleta de Eric Bress e J. Mackye Gruber, no qual se teve como inspiração a teoria do caos. No filme, Evan (Ashton Kutcher) é um jovem que deseja esquecer eventos de sua infância. Para tanto ele resolve realizar uma regressão onde volta também fisicamente ao seu corpo de criança, tendo condições de modificar seu próprio passado. No entanto, ao tentar consertar seus antigos problemas ele termina por criar novos, já que toda mudança que realiza gera conseqüências em seu futuro. A cada volta que Evan realiza, uma irregularidade é criada, até ele perceber que a perfeição muitas vezes faz morada justamente na imperfeição.
Então, penso, será a impossibilidade da volta uma dádiva ou um castigo?