quinta-feira, 29 de julho de 2010

Reprodução x Extermínio

quinta-feira, 29 de julho de 2010
E há quem se reproduz... E há quem se extermina...


quarta-feira, 28 de julho de 2010

Criei Deus?

quarta-feira, 28 de julho de 2010
...E de fato a morte existe. Ou no mínimo, precisamos conviver com o apodrecimento deste corpo. Sinto muito, mas, se apodrece. E, não há maior conforto do que se criar Deus. Eternizar a vida através da invenção do Além, do por vir, do “continue” do Super Nintendo.


Mas nessa história de se inventar alívios foi-se longe demais.


É que no instante que crio Deus, tenho de me projetar como criatura. Mas, se crio Deus, sou criadora. Narradora-personagem (onisciente, onipresente, onipotente). Tenho de criar até as ferramentas que legitimarão meu Deus. É algo grande demais. E, ao mesmo tempo, tenho de me reduzir ao ponto de nada saber, de não compreender o que se passa, mas, entregar o “que não sei”, toda a minha escuridão a Deus. E, de Mãe de Deus, tornar-me filha Dele. 
Isso tudo é heresia? Talvez.


_Mas, Deus... Tende respeito pela minha imaginação! Trata-se de heresia poética. Tão literária como a bíblia, de que o Senhor entende bem.





terça-feira, 27 de julho de 2010

Filme: Sr. Ninguém (Mr. Nobody)

terça-feira, 27 de julho de 2010
[Resuminho Básico]

Em um futuro não muito distante, Nemo Nobody (Jared Leto) tem 120 anos de idade e é o último mortal a conviver com as pessoas imortais. Durante esse período, ele relembra os seus anos reais e imaginários.

[Brincando de comentar]

É uma história sobre possibilidades e como nossas vidas podem ser modificadas caso uma escolha seja diferente. Mas, comentar qualquer coisa sobre o enredo de Mr. Nobody é estragar a completa surpresa que ele traz. Tanto, que não me arrisco a expressar tudo o que esse filme me presenteou. É um dos melhores filmes que já vi. Se eu pudesse distribuía cópias para todos.
Muito muito bom! Tanto que vou deixar o Torrent para vocês, caso queiram baixar:


[Espero que vejam. É o tipo de filme que preciso compartilhar, se não sufoco...hihihi]

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Evolução

segunda-feira, 26 de julho de 2010
Se eu acredito em evolução?
Do mais, pode vir o menos. E, do menos, pode vir o mais?
O que vejo, toco, sinto é uma diminuição do tudo, e não uma ampliação do nada.








[Concorda? Discorda? Pode dar seu grito... Puxa a cadeira, senta aí...Vamos conversar...]

domingo, 25 de julho de 2010

Singularidades Comuns

domingo, 25 de julho de 2010
Apesar de ser totalmente comum.
Sou ímpar.
Sem sinônimos. Sem antônimos.
Qualitativa e Singular.
Você também.



sábado, 24 de julho de 2010

O cheiro do Nariz

sábado, 24 de julho de 2010
E qual é o cheiro que tem dentro do seu nariz?


sexta-feira, 23 de julho de 2010

Desabafo. Não há aspirina que resolva.

sexta-feira, 23 de julho de 2010



[...E tem hora que pensar dói! Mas, "sentir" dói mais ainda. E, não há aspirina que resolva...]

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Eqüidade divina?!

quinta-feira, 22 de julho de 2010
Não. Recuso-me a sequer tentar conceber, a idéia de um Deus a gratificar e a castigar, o objeto criado por Ele.



terça-feira, 20 de julho de 2010

Imitação

terça-feira, 20 de julho de 2010
...E quando imitamos a nós mesmos, como é que se chama?



segunda-feira, 19 de julho de 2010

Coisa de Gente

segunda-feira, 19 de julho de 2010
Gente. Assim, pois, eu.
Gente. Gente. Gente. Gente. Gente. Gente. Gente. Gente. Gente. Gente.
Quanto mais repito, o sentido se apaga, até onde ainda não alcanço.
Gente. Gentes. Gente? Gente! Gentes? Gentes!
Tento, com esforço, reconstituir o significado da palavra. Mas, as letras g-e-n-t-e, se tornam gente, e, grandes demais. Mal posso mensurar.
As letras não-letras, que agora gentes são, por algum motivo, necessitam se isolar do dicionário para que possam refletir, pensar e até sentir.
Coisa de gente.
Então, “gente” por um instante de isolamento, deixa de existir como “gente” e só assim noto a existência de “gente”. Da mesma forma que só se notam algumas coisas, na ausência destas.
Coisa de gente.
E findo o raciocínio, como se nada fizesse sentido, assim como “gente”. Muito confuso. Mas, a essa altura já me habituei.
Gente que sou.

domingo, 18 de julho de 2010

Dúvida Fatal e Final

domingo, 18 de julho de 2010
Como será que irei morrer? De tiro? De doença? De velhice? 
Ai que mistério. Será que vou ter fim trágico? O que me espera? 
Até posso escutar uma música de suspense a embalar estes questionamentos.
Quanto mais eu vivo, mais perto da morte vou ficando...
E agora?
O que eu faço com o tempo que me resta?
Será que antes de morrer a gente se oferece a alguém?
A quem dedicarei meus instantes finais?
A quem entregarei meu passo no escuro?
Já vou pensar no assunto, acho um saco testes e provas surpresas...



sexta-feira, 16 de julho de 2010

Seus Olhos

sexta-feira, 16 de julho de 2010
Seus olhos passeiam por entre olhos
Olhos distintos
Olhos desconhecidos
Olhos vazios
Olhos berrantes, gritantes, estonteantes.
Seus olhos procuram o que não sei.
Encaram incertezas,
Bailam com pessoas.
Pudera seus olhos, olhares meus olhos,
Exclusivamente desvendar meus olhos
Beijar apenas meus olhos.
Meus olhos seguem teus olhos
Meu olhar enamorou-se pelos teus.
Ai quem me dera ter olhos de holofote,
Ou pedaço de céu nos olhos,
Para que teus olhos,
Percebam os meus.



(Esta poesia virou um Blues tocado e cantado por um negão de tirar o chapéu...hihi)





sexta-feira, 9 de julho de 2010

A Prisão Livre

sexta-feira, 9 de julho de 2010
E de repente a corda que me prendia foi cortada, como se estivessem me obrigando a ser livre. Até que ponto a liberdade pode ser imposta?
Senti-me como um pássaro, domesticado e acostumado a viver engaiolado, que de repente percebe que a gaiola está com a porta aberta, mas nem por isso, sai voando. E por que voaria? Talvez voasse por impulso de conhecer a prisão existente lá fora da gaiola. Sim! Prisão disfarçada de liberdade... Mas pra quê?
Alguém por acaso me perguntou se eu desejava que cortassem a corda? Não me questionaram se eu queria ser livre... E, quer saber?! Não quero.
Eu agüento muita coisa só para não ser livre.
Liberdade me dá sensação de um grande nada em potencia de ser um tudo. Mas, é um nada.
Ah! Eu não sou tão desapegada a ponto de ser livre...
Cortaram a Corda. E daí?! “Daqui eu não saio e daqui ninguém me tira”.
Talvez se eu não me mover, talvez se eu ficar bem quietinha, nem dê pra notar que a corda está cortada...


Filme: Ensaio Sobre a Cegueira

[Dica de filme para quem está de férias...]

[Resuminho básico]
O filme, baseado no livro do eterno Saramago, narra a história de uma inédita e inexplicável epidemia de cegueira que atinge inesperadamente uma localidade. Nomeada de “cegueira branca”, com se as pessoas atingidas vissem, em tempo integral, apenas uma imagem branca.
A doença surge em um homem, e aos poucos, se espalha por todo o território.
À medida que os afetados são colocados em quarentena e os serviços oferecidos pelo Estado começam a falhar, as pessoas cegas passam a lutar por suas necessidades básicas, submetendo-se ao seu estado selvagem, dominadas por seus instintos primários.
Nesta situação, a única pessoa que ainda consegue enxergar é a mulher de um médico, que com um grupo de internos, almeja encontrar a humanidade perdida.

[Brincando de comentar]
Após assistir ao filme, milhões de indagações me vieram à tona. É aquele tipo de filme que você se envolve, e automaticamente lhe surgem um turbilhão de pensamentos, acerca do que foi apresentado.
Cada dia mais o nosso sistema socioeconômico têm gerado uma sociedade escravizada pelos olhos. É senso comum que a visão tornou-se a senhora dos outros sentidos.
Em um cenário econômico, é fácil perceber como os olhos alicerçam, por exemplo, algumas das maiores indústrias da atualidade: o que seria do marketing atual, se de repente todos não pudessem mais ver? E da indústria cinematográfica? Onde se encaixaria a indústria da Moda?
Em linhas grossas, se nos fosse retirado apenas um dos nossos sentidos sensoriais, provavelmente o Sistema vigente sofreria um colapso, e precisaria ser rapidamente reestruturado, pois se não, estaria fadado a extirpar-se.
No entanto, a economia é apenas um reflexo de como o posicionamento humano é frágil. Diante da Cegueira comum o estado caótico é instaurado. O filme consegue ilustrar perfeitamente como o homem, ser racional, se entrega rapidamente ao desespero, e regride ao estado selvagem de outrora, quando lhe é retirado apenas um dos seus sentidos sensoriais.
Assistir ao filme despertou em mim a reflexão de que, se um mero pilar da estrutura que move a organização humana cair, conseqüentemente todo o edifício pomposo atual, vai também ao chão. Assim, no mínimo estamos nos debruçando em um pilar equivocado.
Então percebo que, a fragilidade humana não se encontra em um sentido sensorial esgotado como mostrado no filme, mas, sim em pessoas esgotadas diante do nosso Sistema.
Torna-se necessário uma inversão dos valores ditados, em prol da busca pelo eterno: uma vez que o individuo está fadado a morte, junto com seus sentidos, mas a humanidade, o coletivo, não.
Torna-se urgente a captação da essência e não apenas do que é palpável e sensorial.

Faço minhas as palavras de Antoine de Saint-Exupéry em O Pequeno Príncipe:
 “O essencial é invisível aos olhos”.

[Trailer abaixo]
video

[Faça uma pipoquinha e Bom filme]

quarta-feira, 7 de julho de 2010

O coelho mais cachorro que eu conheço...

quarta-feira, 7 de julho de 2010
O que eu faço com meu coelho que se imagina um cachorro?
Já que se trata do “Chiquim”, um coelho profundamente insatisfeito com a sua situação.
O jeito é lidar com o cachorro dele. É um procedimento perfeitamente correto, o coelho querer ser cão. 
É direito dele possuir tal abstração.
Eu juro que respeito. 





Explosão Colérica

Hoje eu nasci em fúria. Nem adianta vir com esse papo de positividade, que não vai adiantar.  Às vezes me enerva assistir um bando de zumbis, com seus sorrisos amarelos, circulando por aí. É! Seguro-me para não lhes dar um beliscão e, em seguida, questioná-los: onde estão as suas almas? Em quais concretos vocês as submeteram?  Ah! Mas, o que me importa? O que tenho eu a ver com isso? Zumbis ou não, todos estamos fadados a morte, sem pudor, sem mais explicações. Pode ter ar de mais uma pirraça minha, mas, é que morrer (sem sequer entender o que se passou) é uma ofensa a vida.
Argh! Sim! Hoje eu nasci furiosa. Recuso-me a meramente me adaptar. E, no Brasil, comemora-se demais. E, tem-se memória de menos. Tanto é que, logo logo, eu me esquecerei desta minha explosão colérica. Daqui a pouco, agora não.


[E, eu também reclamo.]
[É totalmente comum]

Disputa

Odeio disputar comigo mesma.
É que sempre perco.



terça-feira, 6 de julho de 2010

Crise

terça-feira, 6 de julho de 2010


PARE O MUNDO! Estou em crise. 
É normal eu enfrentar minhas semi-crises cotidianas, mas, hoje é maior. Estou em crise total. É que sou devota da intensidade, até para o que não merece. E, minha vida muda de conversa constantemente, me desprende da segurança e gera um infinito de coisas a me preocupar. Sim.
Dá-me licença, me deixa ter prioridade na fila, é que estou em crise.





segunda-feira, 5 de julho de 2010

A Pseudônima

segunda-feira, 5 de julho de 2010
Certa noite eu tive mais um daqueles sonhos, que são extremamente lúcidos. Foi bem delineado. Quando eu me vi, eu não era eu. Era outra. Foi aí que batizei minha pseudônima, que me obriga a escrever. Quem agora você lê, por enquanto, ainda é tímida e nem sequer se apresentou.



À medida que minha pseudônima me permitir, vou saindo do escuro que me identifica. Mas, é que esta, que me obriga a escrever, é um sonho que grita e se debate por viver. Quem sou eu para impedi-la? Afinal, eu morrerei, ela não. Quem nunca nasceu não pode morrer. Todos nós fomos condenados a prosseguir pelo corredor que nos levará a morte, ela não. Será que sou deusa criadora da minha pseudônima? Ou sou mãe dela? Ou será que sou pseudônima dela? Ou será que ela sou eu?



E se eu esquecê-la? É assassinato ou suicídio? Não. Nada disso. Esqueci que ela não morre.



Até que lidar com minha pseudônima é matéria fácil. O problema que me tira o sono é outro. Sou extensa e não tenho dicas de como me percorrer. Sou extensa, mas, fragmentada. Às vezes alimento toda a gula do meu ser, e há hoje que até água me recuso a beber. É que tenho preguiça de “ser”, há horas que só quero “estar”. Imóvel. Invisível. Intocável. Aí a pseudônima se ocupa do meu papel. Já até ensinei-a a sorrir. Enquanto isso, eu mal mal respiro.





[Qual o problema de às vezes eu me permitir dizer?]
[Video leitura do nascimento da minha pseudônima]

domingo, 4 de julho de 2010

O sorrisinho

domingo, 4 de julho de 2010


Olho para o lado e logo vejo um risinho contido. Um risinho daqueles prestes a explodir. Trata-se daquele risinho que mora no canto da boca, e que fica a espreita, aguardando a oportunidade de inundar o lugar.

O sonho do risinho é se tornar uma gostosa gargalhada. Alguns acabam por morrer sem alcançar tal ideal. Mas, tenho certeza, eles morrem tentando. Sim! Os risinhos nunca se cansam de tentar.

Às vezes eles acabam por terem um fim diferente, viram barulhos estranhos, indecifráveis. Ou são refletidos, e várias bocas, o recebem e o repassam. Às vezes são miúdos. Ou largos e grandes. No entanto, para um sorrisinho, tamanho não é documento. Desde que, ele passe da esfera de uma face, e alcance o patamar do som, e claro, toque o ar.

hihihi



sábado, 3 de julho de 2010

A beleza de estar Só

sábado, 3 de julho de 2010
Tenho aprendido a estar só. 
Vou até o jardim. 
A manhã está deslumbrante. E, neste instante não preciso de mais ninguém...
Mas, por vezes, é tão difícil esta solidão. 
É que ainda necessito compartilhar com alguém o que sinto ser belo. 
A beleza em seus múltiplos formatos me fascina.  



quinta-feira, 1 de julho de 2010

Sair de Mim

quinta-feira, 1 de julho de 2010
Enjoei. Isso mesmo. Estou enjoada de mim. Por causa das dores da cirurgia, andei recolhida por demais. Enjoei. 
A dor, em todos os níveis e sentidos, costuma “euzalizar” o mundo. De tanto eu, fico sem saber quem sou. 
Preciso participar de algum retiro. 
Não. Nada de retiro espiritual. É um retiro de mim mesma.



 
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