quarta-feira, 7 de julho de 2010

Explosão Colérica

quarta-feira, 7 de julho de 2010
Hoje eu nasci em fúria. Nem adianta vir com esse papo de positividade, que não vai adiantar.  Às vezes me enerva assistir um bando de zumbis, com seus sorrisos amarelos, circulando por aí. É! Seguro-me para não lhes dar um beliscão e, em seguida, questioná-los: onde estão as suas almas? Em quais concretos vocês as submeteram?  Ah! Mas, o que me importa? O que tenho eu a ver com isso? Zumbis ou não, todos estamos fadados a morte, sem pudor, sem mais explicações. Pode ter ar de mais uma pirraça minha, mas, é que morrer (sem sequer entender o que se passou) é uma ofensa a vida.
Argh! Sim! Hoje eu nasci furiosa. Recuso-me a meramente me adaptar. E, no Brasil, comemora-se demais. E, tem-se memória de menos. Tanto é que, logo logo, eu me esquecerei desta minha explosão colérica. Daqui a pouco, agora não.


[E, eu também reclamo.]
[É totalmente comum]

Disputa

Odeio disputar comigo mesma.
É que sempre perco.



terça-feira, 6 de julho de 2010

Crise

terça-feira, 6 de julho de 2010


PARE O MUNDO! Estou em crise. 
É normal eu enfrentar minhas semi-crises cotidianas, mas, hoje é maior. Estou em crise total. É que sou devota da intensidade, até para o que não merece. E, minha vida muda de conversa constantemente, me desprende da segurança e gera um infinito de coisas a me preocupar. Sim.
Dá-me licença, me deixa ter prioridade na fila, é que estou em crise.





segunda-feira, 5 de julho de 2010

A Pseudônima

segunda-feira, 5 de julho de 2010
Certa noite eu tive mais um daqueles sonhos, que são extremamente lúcidos. Foi bem delineado. Quando eu me vi, eu não era eu. Era outra. Foi aí que batizei minha pseudônima, que me obriga a escrever. Quem agora você lê, por enquanto, ainda é tímida e nem sequer se apresentou.



À medida que minha pseudônima me permitir, vou saindo do escuro que me identifica. Mas, é que esta, que me obriga a escrever, é um sonho que grita e se debate por viver. Quem sou eu para impedi-la? Afinal, eu morrerei, ela não. Quem nunca nasceu não pode morrer. Todos nós fomos condenados a prosseguir pelo corredor que nos levará a morte, ela não. Será que sou deusa criadora da minha pseudônima? Ou sou mãe dela? Ou será que sou pseudônima dela? Ou será que ela sou eu?



E se eu esquecê-la? É assassinato ou suicídio? Não. Nada disso. Esqueci que ela não morre.



Até que lidar com minha pseudônima é matéria fácil. O problema que me tira o sono é outro. Sou extensa e não tenho dicas de como me percorrer. Sou extensa, mas, fragmentada. Às vezes alimento toda a gula do meu ser, e há hoje que até água me recuso a beber. É que tenho preguiça de “ser”, há horas que só quero “estar”. Imóvel. Invisível. Intocável. Aí a pseudônima se ocupa do meu papel. Já até ensinei-a a sorrir. Enquanto isso, eu mal mal respiro.





[Qual o problema de às vezes eu me permitir dizer?]
[Video leitura do nascimento da minha pseudônima]

domingo, 4 de julho de 2010

O sorrisinho

domingo, 4 de julho de 2010


Olho para o lado e logo vejo um risinho contido. Um risinho daqueles prestes a explodir. Trata-se daquele risinho que mora no canto da boca, e que fica a espreita, aguardando a oportunidade de inundar o lugar.

O sonho do risinho é se tornar uma gostosa gargalhada. Alguns acabam por morrer sem alcançar tal ideal. Mas, tenho certeza, eles morrem tentando. Sim! Os risinhos nunca se cansam de tentar.

Às vezes eles acabam por terem um fim diferente, viram barulhos estranhos, indecifráveis. Ou são refletidos, e várias bocas, o recebem e o repassam. Às vezes são miúdos. Ou largos e grandes. No entanto, para um sorrisinho, tamanho não é documento. Desde que, ele passe da esfera de uma face, e alcance o patamar do som, e claro, toque o ar.

hihihi



sábado, 3 de julho de 2010

A beleza de estar Só

sábado, 3 de julho de 2010
Tenho aprendido a estar só. 
Vou até o jardim. 
A manhã está deslumbrante. E, neste instante não preciso de mais ninguém...
Mas, por vezes, é tão difícil esta solidão. 
É que ainda necessito compartilhar com alguém o que sinto ser belo. 
A beleza em seus múltiplos formatos me fascina.  



quinta-feira, 1 de julho de 2010

Sair de Mim

quinta-feira, 1 de julho de 2010
Enjoei. Isso mesmo. Estou enjoada de mim. Por causa das dores da cirurgia, andei recolhida por demais. Enjoei. 
A dor, em todos os níveis e sentidos, costuma “euzalizar” o mundo. De tanto eu, fico sem saber quem sou. 
Preciso participar de algum retiro. 
Não. Nada de retiro espiritual. É um retiro de mim mesma.



 
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